Vídeo  —  Publicado: 16 de janeiro de 2014 em Sem categoria
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Mãe

Publicado: 15 de janeiro de 2014 em Sem categoria
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Autoria Desconhecida

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Nós estamos sentadas, almoçando, quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em “começar uma família”.

— Nós estamos fazendo uma pesquisa — ela diz, meio de brincadeira. — Você acha que eu deveria ter um bebê?

— Vai mudar a sua vida — eu digo, cuidadosamente, mantendo meu tom neutro.

— Eu sei — ela diz. — Nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas…

Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.

Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar: “E se tivesse sido o MEU filho?”; que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar; que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.

Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote; que um grito urgente de “Mãe!” fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.

Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.

Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina; que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino, ao invés do feminino, no McDonald`s, se tornará um enorme dilema; que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.

Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, se questionará constantemente como mãe.

Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que jamais se sentirá a mesma sobre si mesma; que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho; que ela a daria num segundo para salvar sua cria — mas que também começará a desejar mais anos de vida, não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.

Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias, se tornarão medalhas de honra.

O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.

Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que, através da história, tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.

Eu espero que ela possa entender por que eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que me torno temporariamente insana quando discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro dos meus filhos.

Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta.

Quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Quero que ela prove a alegria que, de tão real, chega a doer.

O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.

— Você jamais se arrependerá — digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto-lhe a mão e faço uma prece silenciosa por ela e por mim e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho esse que é o mais maravilhoso dos chamados; esse presente abençoado de Deus, que é ser mãe.

Uma Abominação Chamada Biblia Free Style

Por Frank Brito

“Como, pois dizeis: Nós somos sábios, e a Lei do Senhor está conosco? Mas eis que a falsa pena dos escribas a converteu em mentira”. (Jeremias 8.8)

Há pouco mais de uma semana vi algumas pessoas na internet comentando sobre a tal de Bíblia Free Style e postando versos que seriam dessa Bíblia. Inicialmente, eu não sabia do que se tratava. Achei que a tal Bíblia não existia de fato, mas que estavam simplesmente usando de ironia ou sarcasmo para falar de traduções bíblicas mal feitas. Não prestei muito atenção no que estava sendo dito sobre a tal Bíblia Free-Style. Depois de ver outras pessoas postando sobre o assunto em diversos lugares, decidi pesquisar sobre. Infelizmente, o que encontrei não foi uma brincadeira para criticar traduções mal feitas. Antes fosse. O que encontrei, na verdade, foi mais um bobo da corte que, em nome de um desejo insaciável de aparecer e ser popular, disputa com outros bobos metidos a “cristãos radicais” para ver quem vai aparecer mais. Há não muito tempo, fomos obrigados testemunhar o caso do “pastor” Lucinho com sua fotofazendo pose de drogado, cheirando uma Bíblia como se fosse cocaína. Agora, fomos obrigados a testemunhar as obras de mais um “cristão radical” com um linguajar de adolescente mimado. A Bíblia Free Style começa com o Evangelho de Mateus:

“Livro da geração de Jesus, o cara. Da descendência de Davi e também de Abraão. Depois de Abraão, muito sexo foi feito e muitas crianças nasceram por conta disso. Essas crianças cresceram, tornaram-se adultos e também fizeram mais sexo ainda. Até que quarenta e uma gerações se passaram e nasceu um cara muito jóia chamado José.

Esse tal de José era especial por que quando a dona Maria (sua noiva) apareceu dizendo que tava grávida do Espírito Santo, ele obviamente sentiu que isso cheirava a chifre. Mas sendo um cara legal pra caramba, resolveu terminar o noivado discretamente. Mas naquela noite um anjo apareceu no meio de um sonho e de maneira bem convincente o persuadiu a aceitar a missão de ser pai do filho de Deus, que se chamaria Jesus. Eita homem santo esse tal de José!

O moleque que se chamaria Jesus, além de nascer de uma virgem (pra não desmentir a profecia), também viria pra salvar o povo das cagadas deles.

José, cabra macho e obediente, não transou com a dona Maria até que nascesse o menino que o ultrassom celestial havia prometido”.(Mateus 1, Biblia Free Style)

Eu já conheci muita gente parecida com o Ariovaldo Jr., autor da Bíblia Free Style. São adultos que nunca conseguem superar atitudes típicas de crianças ou adolescentes problemáticas como, por exemplo, a constante necessidade de falar com muitas gírias e palavrões para se autoafirmar, mostrar o quanto são “descoladas” e saciar a necessidade de muita atenção. Quando adentram no mundo cristão, são pessoas que, quando não são restauradas por Deus, simplesmente colocam uma roupagem cristã nestes mesmos desejos de antes. A raiz do problema por trás da Bíblia Free Style não é o próprio Ariovaldo Jr. Ele é só mais uma gota do grande oceano de clichês repetitivos dos “radicais”.

Palavras Torpes

A verdadeira Palavra de Deus, não essa bobagem chamada Bíblia Free Style, diz:

Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem”. (Efésios 4.29)

Não haja obscenidade nem conversas tolas nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disso, ação de graças”. (Efésios 5.4)

“Mas agora, abandonem todas estas coisas: ira, indignação, maldade, maledicência e linguagem indecente no falar”. (Colossenses 3.8)

“Exorta os velhos a que sejam temperantes, sérios, sóbrios, sãos na fé, no amor, e na constância; as mulheres idosas, semelhantemente, que sejam reverentes no seu viver, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras do bem, para que ensinem as mulheres novas a amarem aos seus maridos e filhos, a serem moderadas, castas, operosas donas de casa, bondosas, submissas a seus maridos, para que a palavra de Deus não seja blasfemada. Exorta semelhantemente os moços a que sejam moderados. Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra integridade, sobriedade,linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se confunda, não tendo nenhum mal que dizer de nós”. (Tito 2.2-8)

Segundo o Apóstolo Paulo, a características de homens e mulheres santos e maduros é, entre outras coisas, serem sérios, sóbrios, moderados, castos e terem uma “linguagem sã e irrepreensível”. A Bíblia Free Style é contrária a tudo isso. Ariovaldo Jr., como um típico adolescente mimado, não se conforma em ser boca suja sozinho. Ele tem a ousadia de colocar palavrões, não só nas palavras da Bíblia, mas até mesmo na boca do próprio SENHOR:

“Pois o Reino de Deus é desse naipe! Vai ter gente safada, ladrões, cobradores de impostos, putas e traficantes que vão entrar no céu na frente de vocês. Por que meu primo João veio falar pra vocês um monte de coisa legal e vocês nem deram bola. Mas essa galera toda acreditou nele. E nem vendo essa galera nadando de braçada nas coisas de Deus, vocês se arrependem!” (Mateus 21 na Bíblia Free Style)

“Pedro continuava sentado do lado de fora, mocado no meio dos peões. Até que chegou uma empregada doméstica e disse: “Ei… você tava andando com Jesus também, né?”. E Pedro mentiu dizendo que não sabia nem do que ela tava falando. Alguns minutos depois, outra empregada doméstica o viu e disse a mesma coisa. E ele repetiu a história de que nem conhecia Jesus. Por fim, a galera toda começou a desconfiar e disseram: “Ahhh maluco! Teu jeito de falar dá a entender que você é um deles sim!”. E pra escapar de ser pego, Pedro começou a xingar e a jurar: “Puta que o pariu, viu! Quantas vezes vou ter que falar que eu juro que não conheço esse homem?”. E naquela hora o celular tocou o despertador (tá, eu sei que não foi o celular, foi o galo). E Pedro lembrou do que Jesus havia dito sobre ele o negar. Por fim acabou saindo dali completamente arrasado com a cagada que havia feito”. (Mateus 26 na Bíblia Free Style)

“No domingo pela manhã Maria (mãe do Tiago), Salomé e Maria Madalena compraram uns perfumes pra ir lá desodorizar Jesus. E chegaram no túmulo bem cedo, assim que o sol nasceu. Só não faziam ideia de como iriam tirar a pedra que tampava a entrada, por que era pesada pra caramba.

Quando chegaram lá viram que a tampa já tinha sido retirada. Olhando dentro do túmulo levaram um puta susto, porque tinha um cara vestido todo do branco sentado lá. E ele disse: “Tão procurando Jesus aqui? Chegaram atrasadas! Ele já está vivo novamente e vazou! Mas aproveitem que vocês tão aqui e avisem os outros que Ele os espera lá na Galiléia, conforme havia combinado”. (Marcos 16 na Bíblia Free Style)

“Ao ver esta cena, o religioso começou a falar baixinho: Se Jesus fosse mesmo tão foderoso quando dizem, saberia que essa vagabunda aí não vale nada”.(Lucas 7 na Bíblia Free Style)

“E Jesus respondeu: Vocês tão forçando a amizade pra ver se eu concordo com a putaria né? Pois o erro de vocês é não conhecer nem a Bíblia e nem o poder de Deus. Lá no céu ninguém é casado não, seus oreia! Lá é diferente, igual os anjos. Ou você tá achando que tem anjo com pininho e outros com furinho, igual LEGO?” (Marcos 12 na Bíblia Free Style)

Quem esse tolo Ariovaldo Jr. pensa que é para colocar esse tipo linguajar boca do Senhor dos Senhores? E como podem existir cristãos, até mesmo pastores, apoiando e defendendo algo tão estupido assim?

Religioso, Graças a Deus

Qualquer um que identifique a linguagem da Bíblia Free Style como espúria e estúpida será automaticamente classificado por Ariovaldo Jr. como um “religioso”. Sua hostilidade aos “religiosos” é visível na Bíblia Free Style. Todas as vezes que a Bíblia se refere aos “escribas” ou “fariseus”, a Bíblia Free Style substitui estas palavras por “religiosos”. Como, por exemplo,vemos em Mateus 15:

“Então chegaram ao pé de Jesus uns escribas e fariseus de Jerusalém, dizendo: Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos quando comem pão”. (Mateus 15.1-2)

“Uns religiosos lá de Jerusalém chegam perto de Jesus e começaram a perturbar: Ô Jesus… por que vocês não lavam as mãos antes de comer, como ensina a nossa tradição?”. (Mateus 15, Bíblia Free Style)

Um dos maiores clichês do Cristianismo moderno é usar as palavras “religioso” e “religião” de forma negativa, para se referir a pessoas hipócritas. Qualquer um com um pouco de intimidade com história da Igreja sabe que, no decorrer dos séculos, as palavras “religião” e “religioso” sempre foram usadas de maneira positiva, como sinônimo de “cristão”, “espiritual”, “Cristianismo”, etc. É só nos últimos tempos que os cristãos começaram a dizer que “o Evangelho não é religião”. Alias, os kardecistas costumam dizer o mesmo. O fato é que por toda a história, os cristãos sempre se referiram ao Evangelho como a verdadeira religião. Mais importante do que isso, a própria Bíblia usa a palavra de maneira positiva e não negativa:

“Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo”. (Tiago 1.26-27)

O objetivo central da carta de Tiago é criticar a hipocrisia. Ele critica aqueles que dizem ter fé, mas vive de maneira que contraria essa fé que diz ter (Tg 2.14). Esse é o contexto para entender o que Tiago disse sobre religião e religiosos. Tiago criticou aqueles que dizem ser religiosos, mas que não são de fatoO argumento de Tiago pressupõe que ser religioso é bom e é justamente por isso que ele critica quem diz se religioso, mas não vive como um verdadeiro religioso. A hipocrisia, para Tiago, não está em ser religioso, mas em se apresentar como religioso sem ser um religioso de verdade. Da mesma forma, a hipocrisia, para Tiago, não é em ter fé, mas em dizer que tem fé, sem que esta fé seja genuína. Tiago não criticou a verdadeira fé, nem os verdadeiros religiosos e nem a verdadeira religião. Ele criticou somente quem diz ter fé e ser religioso quando na verdade não é. “Religioso” na carta de Tiago é simplesmente sinônimo de “espiritual”, “cristão”, “discípulo de Cristo”, “regenerado”, “convertido”, etc. É como se ele dissesse:

“Se alguém entre vós cuida ser religioso [ou espiritual, cristão, convertido, etc.], e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião [ou vida espiritual, conversão, vida cristã] desse é vã [não é verdadeira, é falsa]”.

Sendo assim, devemos ser religiosos, assim como devemos ser espirituais, cristãos e justos. Mas, nossa religião deve ser regulada pela Bíblia e não pela falsidade e mentira. Segundo Tiago, uma das características dessa falsa religião é a de alguém que alguém que “não refreia a sua língua”. Ariovaldo Jr., apesar de toda sua hostilidade aos “religiosos”, cai exatamente na condenação de Tiago contra os falsos religiosos. Apesar de toda sua hostilidade aos “religiosos”, a Bíblia Free Style está comprometida com a “corrupção do mundo”, outra característica que Tiago cita da falsa religião. Apesar de toda sua hostilidade aos escribas, Ariovaldo Jr. cai na condenação dos escribas corruptos do tempo de Jeremias: “Como, pois dizeis: Nós somos sábios, e a Lei do Senhor está conosco? Mas eis que a falsa pena dos escribas a converteu em mentira”. (Jr 8.8) Ariovaldo Jr., além de não refrear sua língua, ainda coloca suas palavras de baixo calão na boca do próprio Mestre. No Salmo 50, Deus questiona: “Você pensa que eu sou como você?” (Sl 50.21) Ariovaldo Jr. responde que sim, que ele pensa que o Senhor é boca suja como ele. Ele não “não refreia a sua língua” (Tg 1.26) o que, segundo Tiago, é a característica de falsos religiosos, exatamente aquilo que o Ariovaldo Jr. tanto critica. A crítica de Tiago é muito séria. Ser não levarmos isso a sério, deixamos de levar a Bíblia a sério, o que é exatamente o que a Biblia Free Style faz.

Pregando o Evangelho com Clareza

Guilherme Burjack da PUC-GO é cooperador do Ariovaldo Jr. na produção da Bíblia Free Style. Na página inicial da Bíblia, ele tenta defender o projeto dizendo:

“Este espanto com a Bíblia Freestyle revela o quanto a nossa relação com texto sagrado é totêmica. Não a lemos como deveríamos, e quando a lemos sua influência não é capaz de fazer frente ao secularismo que se tornou padrão em nossas relações… A Palavra de Deus precisa ser entendida. E há de fato, não digo eu, mas os dados sobre analfabetismo funcional, um mal silencioso que segrega milhares de pessoas”.

Segundo Guilherme Burjack, o propósito da Bíblia Free Style ter sido escrita da maneira que foi é para facilitar a compreensão. Ele cita especialmente o problema do analfabetismo funcional. Apesar de ser uma preocupação importante, eu me pergunto como o Guilhermino pode acreditar que a Bíblia Free Style seja a solução. De que maneira um texto bíblico cheio de gírias e palavrões poderá ajudar na leitura de alguém com dificuldades de entender o que lê? A Bíblia Free Style inclui, inclusive, diversas piadas que só podem ser entendidas por quem tem noções de inglês. Em Mateus 2, por exemplo, diz:

“Por isso pediram explicações mais detalhadas sobre onde e quando esse nascimento havia acontecido, com a intenção de cortar a sua cabeça e ficar governando sozinho (Who want’s to live foreverrrrrr???)”.

A linguagem da Bíblia Free Style não é para analfabetos funcionais e outras pessoas com grande dificuldade de leitura. É para adolescentes mimados ou adultos com cabeça de adolescente mimado (como o Ariovaldo Jr.) que de alguma maneira está inserido na cultura da classe média brasileira. A Bíblia, além de ser cheia de palavrões, é cheia de gírias que nenhum analfabeto funcional ou qualquer outro indivíduo com dificuldade de leitura poderá entender.

A Bíblia precisa ser entendida? Sem duvidas. Mas, para fazer com que ela seja entendida, o que temos que fazer não é corromper o texto sagrado. O que temos que fazer é colocar o mesmo texto sagrado na língua do povo e conseguir mestres genuínos para ensiná-las. A Bíblia Free Style não transmite o texto sagrado, mas é uma corrupção do texto sagrado. Ariovaldo Jr. não é um bom mestre, mas, segundo Tiago, sua religião se mostra vã. O verdadeiro objetivo da Bíblia Free Style não é transmitir a Bíblia com clareza, mas falsifica-la e corrompe-la segundo a falta de reverência e temor do autor.

“Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus”. (II Coríntios 2.17)

Fonte: http://resistireconstruir.wordpress.com/2013/03/14/uma-abominacao-chamada-biblia-free-style/

Ateísmo, fé e racionalidade

Publicado: 29 de dezembro de 2010 em CRISTIANISMO, REFLEXÕES
Os ateus estão cansados de ser vítimas do preconceito dos religiosos, garantem os membros da ATEA, uma associação de ateus que ganhou a atenção da imprensa nestes últimos dias. Por conta disso, resolveram promover uma campanha nos ônibus de grandes cidades brasileiras, para mostrar o quão razoável é a cogitação de que não há Deus. A ideia é importada da Europa, como se sabe, e não tem nada de novo.

No Brasil, porém, as empresas de ônibus resistiram inicialmente à divulgação, justamente porque entenderam que o conteúdo da propaganda era preconceituoso. Ao invés de promoverem o ateísmo, as imagens, os dizeres, o tom e tudo o mais da publicidade da ATEA, revelam uma preocupação muito maior em depreciar a fé. Como foi possível constatar nas reportagens publicadas pela mídia, a campanha é extremamente agressiva. Genocidas supostamente crentes são contrastados com ateus charmosos da classe artística; a fé religiosa não oferece respostas e impede perguntas; o ateísmo é o estimulador de toda pesquisa científica, e por aí vai.

Qual a razão desse conflito? Se Deus não existe por que os ateus gastam tanta energia conosco, os crentes?

Tenho observado que não é qualquer tipo de fé que incomoda os ateus. No debate que travou com o então Cardeal Ratzinger, em 2000, o pensador Paolo Flores D’Arcais entregou o jogo. Nesse evento D’Arcais sustentou que é perfeitamente possível uma convivência pacífica da fé religiosa com o ateísmo, desde que os crentes reconheçam que suas crenças não guardam qualquer relação com a racionalidade. Desde que assumamos a posição historicamente atribuída a Tertuliano, “credo quia absurdum”, os ateus nos terão como inofensivos. O perigo, diz D’Arcais, é querer sustentar que a fé é racional. Isso nos torna perigosos, pois poderíamos ter a pretensão de intervir na realidade a partir das pressuposições que formam nossas crenças, o que poderia implicar uma perturbação para um espaço que deve ser governado exclusivamente pela ciência. Crentes que conferem relação de sua fé com a realidade material incomodam, pois pretendem conformar a realidade com seus valores.

A racionalidade estaria exclusivamente na ciência. É um arranjo ruim para nós, pois a ciência fica com a realidade e nós com o resto (a frase é do matemático de Oxford, o cristão John Lennox e foi usada num debate com Richard Dawkins, que pode ser visto no Youtube, com legendas em português).

A tradição cristã não tem nada a ver com esse arranjo. Cabe lembrar que racional é o raciocínio que encontra fundamento na realidade. Na verdade, temos com o ateísmo uma profunda divergência em relação à natureza da realidade. Em que consiste a realidade? Os ateus são naturalistas, materialistas, e sustentam que a natureza é tudo o que existe. Nós afirmamos que há uma realidade sobrenatural, além desta. Francis Schaeffer usa a sugestiva imagem de uma laranja com duas metades. O naturalista vê apenas uma metade da laranja e ignora a existência da outra. Nós vemos a laranja inteira e, se estamos certos, a fé é a verdadeira racionalidade.

Os naturalistas, porém, contrapõem fé e razão e nos colocam diante de uma armadilha e devemos estar conscientes disto. O argumento principal é que não há como se demonstrar que Deus está na realidade. Devemos estar atentos para essa argumentação. É que para um naturalista, uma demonstração racional deve ser científica. A ciência, como se sabe, procura explicar os fenômenos existentes com base em causas exclusivamente naturais. A ciência, enfim, é um método de investigação da natureza. Se Deus está fora da natureza, obviamente Deus não pode ser explicado pela ciência. Isso não prova que a fé em Deus é irracional, mas apenas afirma os limites da ciência.

Nós temos de permanecer firmes na posição cristã acerca desse ponto e perceber que este é o centro da controvérsia. A tradição judaico-cristã expressada no Salmo 19, no primeiro capítulo de Romanos, nas provas de Tomaz de Aquino etc, etc, afirma ousadamente que a realidade visível é expressão de uma vontade invisível, de uma inteligência que não pode ser vista, mas pode ser detectada nas coisas que se veem. O naturalismo, procura desqualificar essa posição, mas não pode fazê-lo sem cair em contradição, já que deve demonstrar que a natureza produziu a si mesma. E aí é obrigada a enfrentar a velha questão filosófica: por que existe algo, em vez do nada?

A natureza não é tudo o que existe. Como percebeu o centurião romano de Cafarnaum – aquele que deixou Jesus maravilhado -, a natureza está sujeita à autoridade, ela tem Senhor. Ela obedece a comandos do tipo cala-te; emudece, porque está sujeita ao seu Criador. Por essa mesma razão, não entendo a dificuldade lógica que os ateus levantam em relação à ocorrência dos milagres, como se a fé em evento desse tipo fosse completamente irracional. A questão não é se os milagres acontecem. A questão é se Deus existe. Porque se Deus é o Criador da natureza, ela é seu soldado, obedece às suas ordens, e lhe bate continência.

Cristãos que odeiam o Natal

Publicado: 10 de dezembro de 2010 em CRISTIANISMO, REFLEXÕES

Por Renato Vargens

Alguns pastores têm afirmado que o natal é uma festa pagã, e em virtude desta crença tem extrapolado o limite da autoridade cristã proibindo os membros de suas igrejas de celebrarem a data que lembra o nascimento de Cristo. Para estes, o simples fato de os cristãos armarem em suas casas uma árvore de natal, abre “legalidade” para a ação do diabo. Tais pastores , fundamentados numa espiritualidade despótica proíbem de púlpito a armação de árvores, as reuniões familiares do dia 24 de dezembro, além de qualquer confraternização que envolva troca de presentes.

Para piorar a situação, os “generais da fé” ensinam que o cristão que não atende as demandas pastorais encontra-se em rebeldia contra autoridade constituída e que a conseqüência da desobediência é o juízo divino.

Caro leitor, o pastor não possui autoridade para legislar naquilo que a Bíblia não legisla, além do mais, ninguém pode interferir na liberdade cristã. Ora, determinar que o crente está proibido de possuir uma árvore de natal em casa, ou ouvir música natalina, é arbitrário e extrapola os pressupostos de autoridade bíblica. Além disso, afirmar que o cristão que monta uma árvore de natal dá legalidade ao diabo, é usar de subterfúgios escusos e anticristãos cuja configuração determina no mínimo abuso de poder.

Ora,  como escrevi anteriormente o Natal nos oferece uma excelente oportunidade de evangelização.  O Natal é um Presente de Deus à Humanidade. E este presente tem um nome: Seu nome é Jesus. Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, Santo de Deus, Cordeiro de Deus, Autor da Vida, Senhor Deus, Todo-Poderoso, Leão da Tribo de Judá, Autor e Consumador da Fé, Advogado, o Caminho, Sol Nascente, Senhor de Todos, Eu Sou, Filho de Deus, Pastor e Bisopo das Almas, Messias, a Verdade, Salvador, Pedra Angular, Rei dos reis, Reto Juiz, Luz do Mundo, Cabeça da Igreja, Estrela da Manhã, Sol da Justiça, Senhor Jesus Cristo, Supremo Pastor, Ressurreição e Vida, Plena Salvação, Guia, O Alfa e o Omega!

Pense nisso!

Fonte: http://renatovargens.blogspot.com/2010/12/pastores-que-odeiam-o-natal.html

A educadora Cris Poli, conhecida por orientar famílias no programa de televisão Supernanny, foi a uma das palestrantes da Semana Batista 2010, no 2º Encontro de Educadores realizado na semana passada em Barueri, cidade da Grande São Paulo.

Segundo a protagonista do reality show do SBT, que já recebeu mais de 30 mil pedidos de ajuda, “as famílias cristãs estão tão perdidas quanto as que não são cristãs”. Na opinião de Cris, os princípios bíblicos – que deveriam balizar a educação – não têm sido colocados em prática mesmo em núcleos familiares cristãos. “A família precisa viver a Palavra de Deus”, destacou.

A educação, de acordo com ela, tem passado por uma fase de equilíbrio entre a rigidez e a permissividade. “Precisamos de regras e rotinas, mas sem esquecer o amor e a flexibilidade”, explicou a orientadora. “Eu me pergunto onde está a Palavra de Deus nessas famílias cristãs em coisas simples, como agradecer por uma comida e orar antes de dormir. É o beabá da educação”, relatou a instrutora que possui mais de 40 companheiras de profissão à frente de programas Supernanny ao redor do mundo.

“Se você quer saber sobre educação de filhos, pode ler o livro de Provérbios que está tudo lá. Cada pensamento de Deus está lá”, expressou. Ter voz de comando, organização, qualidade de tempo com os filhos e cumplicidade entre os pais, foram algumas dicas da superbabá que o pastor Creusi Santos, da 1ª Igreja Batista de Barueri, irá procurar passar para a sua família, que ganhará um novo integrante em breve.

“Eu não concordo muito com a perspectiva da psicologia sobre a educação das crianças. Ela tem uma visão muito legal, porque a Bíblia tem uma visão muito mais equilibrada em termos de educação”, observou.

Prestes a completar cinco anos visitando casas pelo reality, com o contrato renovado por mais um ano com a emissora de Silvio Santos, Cris Poli dedicou a Deus o que considerou como sendo uma reviravolta na sua vida.

“Estou aqui pela graça e misericórdia do Senhor. Até 2005 eu era uma educadora que trabalhava numa escola de educação cristã bilíngue. Deus ‘moveu os pauzinhos’ e me convidaram para trabalhar no SBT”, disse Cris que, em virtude do sucesso do Supernanny, passou a escrever livros e a dar palestras.

Fonte: LPC / Gospel+ Via: Notícias Cristãs – site irmãos.com

Gutierres Siqueira

Os governos de esquerda e populistas, especialmente na América Latina, se colocam como defensores dos pobres e inimigos das elites. Ainda por cima contam com vários “intelectuais progressistas” que defendem esse maniqueismo político dos “bons” contra os “maus”. Mas esses políticos e intelectuais realmente amam os pobres?

Ora, quem defende demandas por um Estado forte não pode negar que essa ideologia resulta altos impostos para a sustentação das políticas paternalistas. Isso é ser a favor dos pobres? Vamos ao exemplo do Brasil: O mesmo governo que dá “bolsa disso e bolsa daquilo” é o mesmo que retira metade da renda do pobre para o pagamento de impostos.

No Brasil, um pai de família que ganha 1000 reais paga 539 reais em impostos! Vou repetir: o pobre pai de família que ganha 1000 reais paga escandalosamente 53,9% do seu salário em impostos! Ou seja, o brasileiro mais pobre trabalha 200 dias para pagar o governo! Ora, por muito menos os romanos eram odiados em Jerusalém na época de Cristo. Isso é amar o povo? E ainda o patrão desse pobre trabalhador paga 900 reais para o governo em impostos, ou seja, o seu funcionário custa quase o dobro!

E pior. Quando mais pobre é o brasileiro, mas ele paga imposto! E o que recebe em troca? Transporte mega-lotado, hospitais em péssimas condições, educação de quinta categoria etc. Isso é amar o pobre? Esso é o governo defensor dos oprimidos como muitos evangélicos progressistas proclamam por aí? Amigo assim é melhor ter inimigos. Em Israel da época de Cristo esses cobradores de impostos eram detestados, mas já no Brasil são tratados como salvadores.

Ah, mas o governo dá as bolsas… Sei! E ainda se porta com o messias salvador do povo enquanto dá 90 reais e toma metade do valor do quilo de arroz em impostos, por exemplo.

Sabe como podemos chamar esse discurso? DEMAGOGIA! Os políticos são mestres nessa arte.

Demagogia é o uso do discurso popular para fins nada nobres.

Nos púlpitos

Pego esse exemplo da política e passo agora para os púlpitos das igrejas pentecostais. Cansei de ouvir demagogos dizendo que não estudaram teologia com ar de anti-intelectualismo e ainda posam como coitadinhos. Gente que não estuda porque não quer, mesmo tendo condições financeiras para tal. Se portam como mais “espirituais” por possuírem a “virtude” da ignorância. Isso é discurso baixo e sem vergonha daqueles que têm preguiça de estudar. E em uma sociedade que não dá valor aos estudos, esses discursos soam como música em muitos ouvidos.

Demagogia engana duplamente, pois usa o discurso mentiroso e mostra virtudes que o demagogo não possui.

Fonte: http://teologiapentecostal.blogspot.com/2010/11/os-demagogos-dos-palanques-e-dos.html